sexta-feira, 5 de abril de 2013

898 - Soneto da sensualidade a despertar

Acordar assim, nada mal. 

Quando acordou e me disse bom dia,
Achei que eu tinha morrido, ido ao céu
E que um anjo coberto com o alvo véu
Da pureza, lá em cima, feliz me recebia

Me toquei todo pra ver se eu me sentia,
Estava vivo. Mas a voz doce como mel
Ainda falava, cantada qual um menestrel
Me senti tocado. Sua dona, mais eu a via

Mais tinha certeza. De fato, ela é um anjo,
Mas de pureza, pouco. Havia um arranjo
Ali para o pecado da carne e do prazer.

Não só pra falar doce era aquela boca.
Para beijar também. E tanto ela provoca
Que não há como ao convite não ceder.

Francisco Libânio,
05/04/13, 10:13 AM
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