quarta-feira, 17 de abril de 2013

955 - Soneto cabalístico

Por que não?

Falar que o mundo é só isso
E nada mais. É morte e juízo
Final com inferno ou paraíso
A depender de todo serviço

E passa reto, faz o omisso
Se ouve que há outro piso
Outro plano e, com tal siso,
Xinga quem acredita nisso.

Esse poeta semi-espiritual,
Que crê num mundo fractal
E nunca viu alma do além

Discorda deste único plano.
Não prova mas, sem engano,
Crê noutros planos também.

Francisco Libânio,
17/04/13, 10:31 AM
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