quarta-feira, 24 de abril de 2013

983 - Soneto polvoroso

Deixa vir.

Para escrever uma ideia basta,
Um fósforo, jogá-lo ao rastilho,
Deixar que ela siga o seu trilho,
Ver que junto a isso se arrasta

Um soneto na passagem gasta
De pólvora poética. Há o brilho
Surpreendente e até seu gatilho
Final mais tal soneto contrasta

Com a ideia ainda não tomada.
E até chegar lá e ser detonada,
O soneto chamuscado aparece.

A ideia chegou até o seu intento,
O soneto encontrou seu assento
E o poeta de nada se envaidece.

Francisco Libânio,
24/04/13, 11:30 AM
Postar um comentário