segunda-feira, 22 de abril de 2013

978 - Soneto humanamente direito

Que se prenda e cumpra a pena. Só.

Há quem preste e quem não preste
Assim como há o joio e há o trigo.
O primeiro escolho fácil pra amigo,
Pois em algo positivo se investe.

O segundo pode ser um cafajeste,
Nada valer. Não andará comigo,
Mas nunca o tomarei como inimigo
Nem lhe desejarei qualquer peste.

Se aprontar, for preso, que o puna
A lei, mas nunca a ele a má fortuna,
O tapa, o choque, a forca, a morte.

Se cometer crime, dê-se todo rigor
Da pena. Que aprenda, mas sem dor.
Está torto, não quebre, desentorte.

Francisco Libânio,
22/04/13, 6:15 PM
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