quinta-feira, 11 de abril de 2013

930 - Soneto de rima que rimava

Toda minha inspiração.

Pega uma terminação da brava
E parte ao soneto. Vá, se atreva!
Após dois versos deixa a ceva
E o danado devagar se destrava.

No segundo quarteto já se crava:
A dificuldade está noutra leva,
A rima a este soneto já se eleva
E o poeta também já se deprava.

Com a irreverência que é cativa,
Lego ao terceto a sensação viva
De alguma desfaçatez mais nova.

E a pornografia, como uma luva,
Cai aqui. Se a moça é uma uva,
Chupo-a um soneto e uma trova.

Francisco Libânio,
11/04/13, 6:55 PM
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