sábado, 27 de abril de 2013

997 - Soneto engendrado

Vou mandar se fuder.

Quero por neste soneto a diferença
Que nunca pus num soneto antes.
Como vou escrever se há bastantes
Sonetos em uma lista toda imensa?

Essa é a arte em si. Que se vença
Usando talentos preponderantes
E faça versos, e sejam brilhantes!
E sejam clássicos na nascença!

Não sei se consigo. Sou poeta?
Pode apostar, mas nem se meta
A exigir lirismo. A poesia é mais

Que lirismo piegas. Meto chulice,
Xingo, uso a malícia que me atice
E na poesia não fica nada demais.

Francisco Libânio,
27/04/13, 7:09 PM
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