sexta-feira, 12 de abril de 2013

932 - Soneto opaco

Com homenagem ao grande Laerte pelo impagável Fagundes.

Quis ser alguém, puxou o saco
De tanta gente e fez tanto eco
De bobagem que se o Cacareco
Mandasse pularia num buraco.

E acreditava que ser macaco
Alheio daria passe ao clubeco
Dos grandes. Só foi boneco
E de grandeza nem um naco

Teve. Foi pra arte do fuxico,
De papagaio de pirata de rico,
E se prostituiria, tomaria soco

Se preciso fosse. Nem suco
Dos grandes teve. Mal o muco
Ou o cuspe ganhou de troco.

Francisco Libânio,
12/04/13, 9:52 AM
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