segunda-feira, 22 de abril de 2013

976 - Soneto ventado

Não não... Gigante Adamastor só no Cabo das Tormentas, na África. Não aqui.

E o que me ensinaram na escola,
Que a frota pegou tal tempestade
E na deriva seguido pela vontade
Do mar, quando de novo controla

Sua nau, Cabral, quando desatola
Da deriva vê em grande felicidade
Terra firme e a gente sem maldade
E nua. Paus e peitos sem dar bola.

Caminha aqui escreveu para o Rei.
Foi tudo casual. Assim que eu sei
Ou saberia não fosse tudo lorota.

Nunca houve tempestade alguma,
Foi a primeira mentira. Acostuma,
Vieram outras para encher a cota.

Francisco Libânio,
22/04/13, 12:42 PM
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