quarta-feira, 17 de abril de 2013

956 - Soneto nada místico

Sem frescura!

Mas ainda que creia na existência
De outros planos além do nosso,
É bem nesse onde a luz e o fosso
Do homem, com toda proficiência,

Cobram ônus e moldam a essência.
Se a outra esfera vai o que é insosso
E invisível, por aqui nos fica o osso
Tão calejado pela nossa experiência.

É aqui que se vive a vida conhecida,
Pois que se faça o bom uso da vida
Que lá no outro lado pouco se faz

Para o lado de cá. Faz aqui e paga
Aqui. De lá não vem pena e chaga
Façamos aqui para irmos lá em paz.

Francisco Libânio,
17/04/13, 12:41 PM
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