quarta-feira, 10 de abril de 2013

923 - Soneto de rima quase puritana

Mas eu gosto!

Uma mulher, digamos que uma Ana,
Moça de boa casa, nada a condena,
Nada a desabona, em nada obscena,
Criação fina em escola presbiteriana,

A dominar línguas francesa e italiana;
Enfim mulher que só não se ordena
Porque à mulher, melhor a novena
Que o altar da liderança diocesana.

Uma mulher assim demais fascina
No homem a mentalidade fescenina
E ele só pensaria na hora oportuna

De pegar essa pérola e fazer zona
Com ela e, se os ouve, de carona,
Também quer, ainda que se puna.

Francisco Libânio,
10/04/13, 12:23 PM
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