domingo, 21 de abril de 2013

974 - Soneto do domingo solitário

Tão eu...

Aí chega domingo, o que fazer?
Tudo tá fechado nessa cidade,
Mas como matar essa vontade
Irremediável de ter algum prazer?

Maldita carne que necessita ter
Prazer e urge nessa saciedade.
Tolo poeta cuja mediocridade
Dessa falta o faz aqui escrever.

Um soneto não garante namoro,
Sequer uma transa. E aí demoro
E gasto mão aqui noutro soneto.

Eu reclamo, mas culpa, em parte,
É minha, que desenvolvo a arte
Enquanto quedo um só completo.

Francisco Libânio,
21/04/13, 6:43 PM
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