domingo, 29 de dezembro de 2013

1382 - soneto aos sobreviventes da ceia

Acho que exagerei....

Falei aqui sobre os glutões inveterados
Que na ceia de Natal vão de pé na jaca,
Essa horda que sem misericórdia ataca
A mesa sem dó desses pobres assados.

Esses bárbaros que nunca são saciados
Deixaram a mesa na mais pura ressaca
Alimentar e seu transporte foi uma maca.
O estado deles, agora, inspira cuidados,

Já se descarta o temido risco de morte
Mesmo que tenham batido muito forte
Nos animais mortos e até nas saladas.

Praga dos bichos tomados lá de pasto?
Não os culpe pelo apetite voraz, nefasto
E inconsequente das festeiras manadas.

Francisco Libânio,
25/12/13, 5:35 PM
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