domingo, 29 de dezembro de 2013

1381 - Soneto aos que tem meta

Falta mais dez, vai logo, seu imprestável!

Porque ter meta, um norte a se chegar
É valiosíssimo, tempera a nossa vida!
Dá aquele gás quando se dá a partida
Ainda que à meta não se possa divisar

Por estar longe ou porque está no ar,
No céu e exija de nós uma brava lida,
Um árduo empenho, uma dura pedida
Que, pelo seu valor, vale se sacrificar.

Aí chegamos na meta, nosso Everest,
O nosso ponto final após todo teste,
Mas há uma meta que nos deixa a nu.

É a que o chefe impõe e te mete dura,
Mas aí não é incentivo e, sim, agrura
E mais faz querer manda-lo tomar no cu.

Francisco Libânio,
24/12/13, 6:50 PM
Postar um comentário