segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

1313 - Soneto aos beberrões

O cão pôs pra você beber e você pdia recusar, Jeremias!

Que chapem o coco e encham a cara,
Nada contra. Uma loucura se permite,
Às vezes, ultrapassar um nosso limite
Que a seriedade e a comédia separa,

Enrolar a língua, falar como uma arara,
O problema é ter esse enorme apetite
Ao álcool cedendo a qualquer convite
De copo sem dizer pra si mesmo: “Para!”

Bêbado casual é engraçado, contumaz
Não. Tombou ao mal que a bebida faz
E se fez dela refém e ainda defende-la.

Desses tenho pena e dos de ocasião,
Desses rio, esculacho durante o pifão
E se vierem com papo, nem dou trela.

Francisco Libânio,
21/11/13, 12:02 PM
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