quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

1347 - Soneto aos amigos de fim de ano

Por aí...

Passou esse ano descendo cacete
Nos outros, sendo urubu agourento,
Falando bobagem a qualquer vento
E se alguém falhava, jogava confete.

Sua língua tinha um fio de canivete,
Sua inveja tinha caráter tão violento
E seu boa-sorte tinha tal fingimento
Que na enciclopédia tinha o verbete

“Falsidade” sua cara a dar exemplo,
O sujeito fazia para ela bom templo,
E no fim de ano a desfaçatez era tal

Que escrevia a todos as felicitações,
Os votos, com melhores dedicações
Sem esquecer o clichê de feliz natal!

Francisco Libânio,
16/12/13, 12:23 PM
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