segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

1360 - Soneto aos amigos de bar

Terapia que às vezes funciona.

Sentar e pedir de cara uma cerveja,
Uns petiscos e aí chegar um amigo,
Outro e outro; fica sendo o abrigo
Do papo furado e até da benfazeja

Confissão. Abre o peito que lateja,
A bebida ajuda a aliviar esse perigo
De dividir na roda um caso antigo
E assim como um padre numa igreja,

O amigo de bar ouve sua confissão,
Mas cuidado. Não é essa a profissão
Dele e ele não tem obrigação da cala,

O amigo do bar, como você está alto,
E se você confia, ele pode ser o falto
De confiança, ainda mais se for mala.

Francisco Libânio,
20/12/13, 12:01 PM
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