quinta-feira, 28 de março de 2013

858 - Soneto junkie

O cara é fera.

Leio Mattoso, Bukowski e entendo.
Os poetas são seres já turbinados,
Pela inspiração e, bem aditivados,
A poesia aparece como dividendo

Para nós, para mim. Cá me emendo.
Com álcool, drogas e, inspirados,
Poetas viram maníacos depravados,
Vivem com mulheres e, dependendo,

Com homens as aventuras surreais
Delírios ora narcóticos ora sexuais
A encantar e deixar louco os leitores.

De mim, que de água, suco e leite,
Queria um poema que se respeite,
Mas temo esse circo de horrores.

Francisco Libânio,
28/03/13, 1:09 PM
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