sábado, 16 de março de 2013

814 - Soneto extraviado

E de repente, some tudo!

Eu adoro quando um soneto pronto,
Acabado, exato e pedindo digitação.
Some de repente. Adoro, só que não!
Some o soneto e vou ao confronto.

Pego uma i deia a esmo e a apronto.
Se não tem outra, ela será a solução.
Palavras desconexas e sem exatidão,
Azar! Vou catando todas e aí monto

Um soneto casual que o sábado pede.
Aí uma palavra ou outra se escafede,
Mas o soneto sai na base da bordoada!

Fica pronto o soneto, nada sensacional,
Mas ocupa o lugar do desertor e, afinal,
Esse soneto, como o outro, diz é nada.

Francisco Libânio,
16/03/13, 10:50 AM
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