sábado, 9 de março de 2013

796 - Soneto do ócio duro de roer

E esse tempo que não passa?

Sábados assim, vazios, modorrentos
Em que o futebol na TV vem e salva
Enchem nossa vida com a cor malva
Do tédio e nos deixam tão pestilentos

Que minutos e segundos ficam lentos.
O roxo-róseo tende a piorar. Ressalva:
Um soneto bem posto deixando alva
Essa situação salvando os momentos

Do sabadão. O ócio, viva, desaparece!
Dada coisa de frondoso, enfim, acontece
E o ócio escorre sem parar para o ralo.

Perfeito? Não. O soneto salvou o agora,
Mas é remédio de cessar e terá sua hora.
Acabo este soneto e com ele o embalo.

Francisco Libânio,
09/03/13, 10:17 PM
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