terça-feira, 19 de março de 2013

822 - Soneto quase artístico

Eterno como poucos.

Quer-se um soneto por eterno,
Como uma pintura de Leonardo,
Algo que tome qual o petardo
E fique e legue para o moderno

Um exemplo, um quê paterno
Para a arte como fez o bardo
Inglês, aquele grande felizardo
Que uniu o grande amor terno

Ao tão copiado conflito familiar.
Coisas que a arte tem para dar
E o dito moderno por si ignora.

Aí escreve uma bobagem vazia
Com uma orelha no jornal do dia
E se acha da arte a nova aurora.

Francisco Libânio,
19/03/13, 5:40 PM
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