segunda-feira, 11 de março de 2013

798 - Soneto de vinil

Taí um pretão que satisfazia. E muito.

Coisa retrógrada, mas, digo, sensacional
Que é uma agulha pelos sulcos do disco
E um som ranhido, ruidoso e, até, arisco,
Mas que supre bem a frieza da era digital.

Nada contra a tecnologia, não a tenho mal
Nem me faço inimigo apenas não confisco
Nem ignoro o antigo e friso, mesmo o risco
Do vinil, sua rusticidade e capa descomunal

Me fazem trocá-lo pelo CD. A necessidade
E a tecnologia que fizeram o disco raridade
Forçaram que eu optasse por essa escolha.

Por mim, o vinil conviveria ainda e sem sumir
Esparramando música apenas para se curtir
Independendo da tecnologia que a acolha.

Francisco Libânio,
11/03/13, 9:10 AM
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