domingo, 24 de março de 2013

837 - Soneto da moça com transparência

Às vezes e sensual, outras é vulgar...

Entre o nu e a roupa daquela moça
Há um vidro? Ou será um espelho?
Vidro porque vejo e me avermelho.
Há um corpo lindo que me adoça

A vista e disfarço, a vista grossa!
Espelho, pois ao ver me assemelho.
Há um quê de maldade. O bedelho
Metido, pela transparência, endossa

Um desejo comum, uma saliência
Mal escondida pela transparência
Um sinal de ataque? A permissão?

Não sei. Mas o visto, ainda vestida,
Se é pra provocar ou coisa parecida,
Atingiu com muito sucesso a missão.

Francisco Libânio,
24/03/13, 11:34 AM
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