segunda-feira, 25 de março de 2013

843 - Soneto de rima amarrada

Tá amarrado!

Rimar “ada” é fácil, mas rimar “eda”
Já deixa a coisa algo mais ardida.
A terminação, não muito preferida,
Deixa a inspiração bem mais azeda.

Mas rimar “ida” é, na mesma moeda,
Complicado embora fácil de partida,
A variedade é maior, mas descabida
E a “particípia” logo a boa ideia veda.

E chega-se aos tercetos com a foda
Missão de rimar “eda”, “ida” e cá “oda”.
Até que, no fim, a pior rima desnuda

E surge um “uda”, terminação já dada
E prevista. Só que, já quase acabada,
A missão, beija-se a rima dura e taluda.

Francisco Libânio,
25/03/13, 9:39 AM

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