terça-feira, 25 de março de 2014

1569 - Soneto do lince

Alá a moça tirando a roupa, ali a dois quilômetros.

O lince e seu olhar privilegiado...
Via aquilo que bicho algum via.
Caçava com sucesso e mestria
Que até ele ficava impressionado.

Deixava o lobo todo enrolado,
O coiote, bobeasse, não comia,
A presa tentava e não escondia.
O lince achava fácil o coitado.

Perguntaram pra ele o segredo.
O lince o revelava sem ter medo:
Cenoura, muita cenoura no café.

Cenoura? Por quê? Queriam saber.
Oras, coelho a come até se encher
E cego é coisa que coelho não é.

Francisco Libânio,
24/03/14, 8:10 AM
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