domingo, 16 de março de 2014

1552 - Soneto do jacaré

Opa que hoje elas tão fáceis. Vou me precaver.

Jacaré, em rio que tem piranha,
Mãe já disse, nada de costas
E nem se mete a fazer apostas.
Sabe que fácil ele se assanha

E as piranhas, de muita manha,
Esquecem das grossas crostas
Do jacaré e chegam dispostas
A se meter em qualquer façanha.

Que jacaré coma piranha, bem.
Mas ele come o jacaré também
Se ele der mole nessa bacanal.

Assim, jacaré toma um cuidado
Para não ser comido ou dedado
Porque pra piranha, tudo é legal.

Francisco Libânio,
14/03/14, 12:23 PM
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