terça-feira, 4 de março de 2014

1527 - Soneto do abutre

Opa, rolou um abate ali. Bora lá!

O abutre era um chato inoportuno,
Bastava um bicho caçar e ele vinha
Voando dizendo “A de fora é minha!”,
Bancando a pior espécie de gatuno.

Vinha e quando vinha estava jejuno,
Com fome, mas, sábio, evitava rinha
Com o caçador. Só fazia a picuinha
E se o outro saciava, era o oportuno

Momento seu de comer. Veio o leão
E perguntou: Distinto, qual a intenção
Em encher se só carcaça te apetece?

Devorando a carcaça, sem ter cheiro,
O abutre se dizia ser o legítimo lixeiro
Já, ser mala, era um lazer corriqueiro.

Francisco Libânio,
03/03/14, 9:34 AM
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