quinta-feira, 20 de março de 2014

1558 - Soneto do boto

E aí, gatinha? Tá sozinha?

E o boto, tipo todo galante,
Conquistava quem ele queria.
Tinha charme como galhardia
Como tinha um ar estonteante.

O lance era que só era amante
De gente. A mulherada vivia
Atrás dele e ele bem seduzia
E elas, sem ver o doravante,

Cediam, se davam todas a ele
Deixando luzir a coisa de pele
E o momento sem ver tensão.

Ruim era pro boto, na verdade,
Com tanto indício de paternidade,
Ele morria pagando tanta pensão.

Francisco Libânio,
17/03/14, 12:24 PM
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