quinta-feira, 20 de março de 2014

1559 - Soneto do peixe-boi

De boa...

O peixe boi era de tal mansidão,
Com tanta, tamanha paz interior
Que era vítima fácil de agressor
E alvo fácil da turma da gozação.

Sendo meio desajeitado, gordão,
Feio, mas dócil, quase uma flor,
O peixe boi sempre levava a pior,
Mas não perdia sua calma e não

Mandava tomar no cu o sacana.
Não percebia nem a mais tirana
Desvantagem. Valia ali o seu rio,

Ter o que comer e sua boa paz.
E que fosse passado para trás,
Raiva e briga não eram do feitio.

Francisco Libânio,
18/03/14, 8:45 AM
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