sexta-feira, 21 de março de 2014

1562 - Soneto do coiote

Tá se achando o Papa-Léguas? Cai dentro então!

O coiote visto como aquele
Que se ferrava no desenho,
Apesar da arte e do engenho,
O bicho sentia o mal na pele.

Mas mesmo a má fama dele
Nada o dava. Franzia o cenho,
Mas lá reconhecia o empenho
Do seu irmão. Que se tagarele,

Que riam do coiote azarado,
Tudo ali tinha em demasiado
A fantasia, pois que invente

Aos coiotes tanta má fortuna
E se acha lá verdade oportuna
Que um coiote real se enfrente.

Francisco Libânio,
20/03/14, 1:11 PM
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