domingo, 23 de março de 2014

1566 - Soneto do lemingue

Adeus, mundo cruel nada! Hoje a gente vence esse rio!

Sobre os lemingues se imagina
Que eles cometam um suicídio
Coletivo que, quase genocídio,
Uma imensidade se extermina.

E pior: Isso é o que se ensina.
Só que pior ainda é o subsídio
Deles ao mar. Morre o dissídio
Entre fato e mito, que se assina.

Não é nada disso. Tá é louco?
Diz o lemingue, que fala pouco,
Mas da lorota bem se defende.

Como um lemingue não nada,
E precisamos migrar, a cada
Riozinho a lemingada se rende.

Francisco Libânio,
22/03/14, 9:52 AM
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