domingo, 10 de novembro de 2013

1275 - Soneto desastradamente supersticioso

Pelo menos ficou um vitral bonito.

Quebrou o espelho. Fodeu! Sete anos
De azar vos aguardam. Amigo, já era!
E a coisa piora quando se desespera,
O azar adora pregar os mais insanos

Também os desastrados pelos danos
No espelho. Pois agora virá a quimera
E ela ficará no seu ombro numa espera
Setenal. Durante eles, nada de planos,

Cancele projetos, casamento, esquece!
É a sina de quem do anátema padece
E de quem, nesse fato, guarda sua fé.

Senão tem, beleza, Espelho pro saco,
Pega a vassoura, recolhe todo o caco
E se cuida contra o azar de cortar o pé.

Francisco Libânio,
09/11/13, 12:22 PM
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