domingo, 3 de novembro de 2013

1258 - Soneto exasperado


Aqui dá pra soltar!

Entende-se tudo ou quase tudo,
E tudo ou quase tudo se releva,
Às vezes vem algo que entreva,
A paciência me força a ser mudo,

À vezes surdo e ainda carrancudo,
Mas deixa. A sabedoria nos eleva,
Dizem, e reagir acaba sendo treva
Que serve bem menos de escudo

Que de destruição. Precisa ser zen,
Precisa saber assimilar muito bem
Essas porradas que a vida nos dá.

E aqui no soneto essa calma acaba,
A santidade cessa e a casa desaba,
E quem tiver que ir à merda, que vá.

Francisco Libânio,
02/11/13, 11:24 AM
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