sábado, 9 de novembro de 2013

1273 - Soneto que reina no boteco

Muito mais um amigo Barney que um Rei do Camarote.

Se uns reinam em baladas elegantes
De bebidas caras, uns são contentes
Com pouco. Apenas as aguardentes,
Ovos, salsichas curtidas bem antes

Do que imaginam os seres pensantes
Que veem com nojo esses ambientes.
Se os acepipes boiam nos recipientes,
As bebidas nos descem refrescantes.

E um almofadinha curte na boate cara
A posição que o dinheiro fácil separa
Pagando uma baba pelo que o boteco

Oferece por preço módico e simpatia
Garantida por quem no balcão esfria
A barriga irrigando a alma no caneco.

Francisco Libânio,
08/11/13, 8:21 AM
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