quarta-feira, 30 de abril de 2014

1638 - Soneto infundamental

Ou tão útil quanto uma bicicleta para um peixe, que só usa em desenho.

Hoje tanta gente põe imprescindível
A tudo tantas coisas e tanta pessoa
Que mais como puxa-saquismo soa
E àquilo que atribui nada de incrível

Tem. Mas tem essa incompreensível
Necessidade de mostrar como é boa
A coisa ou a pessoa e aí já apregoa
Talento, quando na verdade é risível

Essa qualidade. Assim o fundamental
Ele não é muito menos o ensino do tal,
Mas já que alguém diz isso, ele o crê.

Só que além da propaganda que mita,
O infeliz nesse conto sozinho acredita,
Sabe melhor quem está de fora e o vê.

Francisco Libânio,
20/04/14, 3:49 PM
Postar um comentário