sábado, 19 de abril de 2014

1615 - Soneto sem tempo

Nem vira escrever...

Sábado e soneto não se dão
Porque quem diz é a preguiça,
Dá regra e a poesia, submissa,
Acata e dispensa a inspiração.

Escrever, já se sabe, é o tesão
Desse poeta. Mas faça justiça...
Tesão também cansa. O que iça
E o anima num belo sabadão?

Boa pergunta? Olha-se lá fora,
Chove. A tal diversão se gora,
E a TV, pra variar, nunca ajuda.

Então, retomo o velho prazer
Da poesia. Pego-me a escrever.
O soneto que venha e me sacuda.

Francisco Libânio,
12/04/14, 7:53 PM
Postar um comentário