segunda-feira, 28 de abril de 2014

1634 - Soneto ousado

Um Pinochet inconsciente me olha de cara feia e desisto de colocar mais palavrões na poesia.

Ouse-se ousar e ser vanguarda,
Fugir do comum e já tão batido,
Mas como? Tentado e auferido,
O soneto mais ousado aguarda

Ser visto. Todo o mais se tarda,
O presente põe-se tão defendido
Do futuro. E ousar fica proibido
E, se for preciso, chega a farda

Para garantir que esse presente
Mantenha-se, mas há tanta gente
Querendo o futuro que o susto

No presente, o tão temido horror
Dos amantes dessa mais fina flor
Que é a tradição é o bom custo.

Francisco Libânio,
19/04/14, 9:00 AM
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