quarta-feira, 9 de abril de 2014

1596 - Soneto do galo

Cai dentro!

Valente, mandão, quase tirano,
O galo dava toque de alvorada
E via-se que naquela quebrada
Quem mandava. E a cada ano,

Um frango pouco mais insano
Chamava o galo pra porrada.
A surra era feia, desmesurada,
E o novato mudava de plano,

O galo seguia sendo campeão,
Dono do galinheiro, o machão
Com harém sempre ao dispor.

Mas o poder falou muito alto,
O galo subiu demais no salto
E foi servido cozido no vapor.

Francisco Libânio,
06/04/14, 1:03 PM
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