domingo, 13 de abril de 2014

1604 - Soneto sem ênfase

Se fosse algo ácido, podia dar pra fazer uma limonada, ao menos.

Escreve-se sem ter um motivo,
O soneto sai sem ter a direção
Ideal, vai-se tomando uma mão,
Outra e vai ficando aglutinativo.

Soneto sem razão, só passivo
A qualquer ideia, toda emoção
Que aparece, sem identificação,
Bobo e para soar mais efusivo,

Uma palavra bonita e elegante,
Mas sem razão. E aí se garante.
O soneto já tem o que precisa.

Palavreado e até lição de moral.
Mas espreme a sair o substancial...
Sai uma aguinha e talvez brisa.

Francisco Libânio,
09/04/14, 9:15 AM
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