quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

1517 - Soneto do mandril

Elegância pura!

Diferente do primo babuíno, o mandril
Queria ficar em cima com seu colorido
Facial e traseiro e o cabelinho lambido.
Enfim, ser o mais bonito que já se viu.

E, vaidoso, valia todo e qualquer ardil
Para ficar lindo e não ser confundido
Com seu primo e ficava todo mordido
Se, por acaso, seu cromado corpanzil

Passasse despercebido. A maldade,
Claro, vinha. Dizia-se da sexualidade
Era levantada e de macaco a veado

O mandril era posto. Mas e daí? Era?
Se fosse, ele estava nem aí pra galera,
Veado pode ser, mas não desarrumado.

Francisco Libânio,
21/02/14, 5:22 PM
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