terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

1514 - Soneto do facoquero

Late que eu tô passando!

O facoquero, porco selvagem,
Javali africano, pobre, era feio!
E tão feio que não tinha floreio
Para amenizar essa mensagem.

E sofria gozação em passagem,
A bicharada fazia dele o recreio,
A diversão sem dó e sem rodeio.
Ele, coitado, sem ter vantagem

De se defender tal seu desgrenho.
Mas aí ele viu o famoso desenho,
O Rei Leão, e ali um coadjuvante,

O Pumba, o facoquero bonitinho.
De lá acabou o que era daninho
E o facoquero anda até galante.

Francisco Libânio,
20/02/14, 6: 47 PM
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