domingo, 16 de fevereiro de 2014

1497 - Soneto com ré esperança

Nem vem com esse dedão. Faz o seu!

Mas a culpa de tudo isso foi dela,
Da Esperança que me deu uma luz,
Um insight de sucesso pondo nus
Os desejos de, qual louco, acedê-la.

Se cri uma vez que voava, foi ela
Que encheu a cabeça e um capuz
Nela vestiu me levando para a cruz
De onde não ressuscitei e nem trela

Lá ela me deu. Que eu sangrasse
E ponto. Acuso-a por esse impasse
E meu insucesso, eis a acusação.

Ela se defende, diz ser do tamanho
Dela, não o que acham meu assanho
E ímpeto. E ela vence a reconvenção.

Francisco Libânio,
15/02/14, 1:23 PM
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