quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

777 - Soneto que ama uma mulher magra

Reta demais? E você que é chata?

E diziam que ela era a menor distância
Entre dois pontos por ela ser tão reta,
Sem formas. Seu outro apelido, vareta,
A emputecia. Já dobrava a implicância

Essa perseguição, a insistência, a ânsia
Em sua magreza. Ou vinha uma indireta,
Uma comparação que magra lhe projeta.
Que se dane. Faltava a eles a elegância

Que sobrava nela. Falem! Deixa a inveja
Se manifestar. É tudo o que lhes sobeja.
Deixa. Seu namorado discordava daquilo.

Ele, sim, era um homem feliz e realizado
Já que sabia que amor volúpia e agrado
Não sobe à balança nem mede em quilo.

Francisco Libânio,
27/02/13, 6:40 PM
Postar um comentário