quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

737 - Soneto que trepa

Como ser indiferente a isso?

Maldita seja a putaria torpe e desenfreada,
Aquela gratuita e sem razão alguma de ser,
A que não procura nada que não o prazer
E se simboliza na clássica mulher pelada!

Maldita? Ora, que conversa mais quadrada,
Mais absurda. Como é vencido esse parecer
De demonizar o desejo, demonizar a mulher
E fazer dela ou do sexo a mais amaldiçoada

Entre todas as criações. Oras, claro! Putaria
E promiscuidade não têm qualquer harmonia
Com o bom ser, mas nem por isso é errado

Usufruir do corpo se houver as precauções,
E a consciência. E quem não faz menções
A coisas piores que nem se diz ser pecado?

Francisco Libânio,
07/02/13, 11:51 AM
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