domingo, 10 de fevereiro de 2013

744 - Soneto que se desnuda na avenida

Deixa a menina!

Qual a passista em trajes diminutos
Que mal cobrem o mamilo erotizado,
Este soneto não fica assim acanhado
Gozando de todos os bons usufrutos

E se valendo de todos salvo-condutos
Para, nessa época do ano, sair pelado
Sem dar confiança a quem olha de lado
Condenando como o pior dos polutos

E daí que a nudez da mulher é gratuita?
Eu bato palmas para a coragem e muita,
Mas muita palma ainda pelo belo colírio

Que essas mulheres jogam na avenida
Enquanto a hipocrisia se retorce doida
Ao passar esse lindo e desnudado círio.

Francisco Libânio,
10/02/13, 10:55 AM
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