segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

756 - Soneto desajustado

Eu escrevo, eu leio, eu ouço...

Talvez, para ser poeta, seja preciso
Dose extra e bem tirada de loucura.
Será? Aqui escrevo pondo à procura
Minha sensatez perdida e meu siso

Avariado. Escrevo com esse sorriso
Idiota de moleque a fazer travessura
Achando bonita minha desenvoltura
Poética e, terminado, quando reviso

O poema me acho o poeta mais foda,
Incomparável e o que melhor denoda
Essa arte esquecida que virou a poesia.

Pobre de mim. Meu soneto se acaba,
Quem o ler conclui: Esse sujeito baba,
Mas deve ser feliz e verseja em alegria.

Francisco Libânio,
18/02/13, 9:32 AM
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