terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

773 - Soneto que ama uma mulher tímida

às vezes é só charminho

Gosto que ela seja mais recatada,
E que não seja tanto extrovertida
Nem de cara, de prima dê guarida
A estranhos com conversa fiada.

Desconfio da moça que é atirada,
Nada contra. Mas já dada de saída...
A minha prefere falar com a devida
Oportunidade, se a palavra é dada.

Sua reserva é algo que me encanta,
A timidez faz que pareça uma santa,
Mas fico feliz deles estarem errados.

Sua timidez é uma boa defesa social,
Na intimidade, a timidez vem ao final
Quando estamos em paz e abraçados.

Francisco Libânio,
26/02/13, 8:59 AM
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