segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

772 - Soneto que ama uma mulher insaciável

Não pára, não pára.

Há quem reclame e há quem não goste;
Gosto é pessoal e eu nunca o discuto,
Mas ela? Ah, ela com esse seu absoluto
Pelo esporte! Só basta que lhe encoste

Um dedo e vem o desejo de uma hoste!
Esse seu estranho e indesejado atributo,
Que a incomoda, mas que atiça o fruto
Luxurioso vibra até que ela se recoste

Em meu peito de satisfeita, finalmente.
Resta esse romantismo entre a gente
Após ter ser saciado seu bom apetite.

Nesse espaço, preferimos as carícias,
Mas é no seu olhar em que as malícias
Brotam e fazem, implícito, um convite.

 Francisco Libânio,
25/02/13, 7:01 PM
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