terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

774 - Soneto que ama uma mulher funkeira

Tem seu valor...

Ela se diz preparada, ela se chama de cachorra,
Ela canta ritmada as suas posições sexuais,
Ela tinha parceiros de cama, eu diria, até demais,
Arrumados para seu prazer ou sua desforra.

Onde achei essa mulher? Ao que me ocorra,
Foi por aí. Tivemos conversas até que legais,
O clima foi rolando, ela foi me pedindo mais
Que de beijo virou uma Sodoma e Gomorra!

E sob a trilha sonora escolhida a dedo por ela,
Confesso que na hora, não percebi a mazela
Cultural que era o funk, sua maior inspiração.

Deixei acontecer. Quer saber? Gostei daquilo,
O clima quente, a pentada, tudo tão tranquilo,
Que a música não teria melhor para a situação.

Francisco Libânio,
26/02/13, 12:34 PM
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