segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

771 - Soneto que ama uma mulher ciumenta

É complicado, mas vale a pena no final.

Ela é puro ciúme. É só insegurança,
Compreendo, aceito e até a relevo.
Se a situação está tensa, eu a levo
Numa boa, mas ter dela a confiança

Em situação suspeita, pô-la mansa
É uma luta. De primeira, não atrevo
A lhe falar. Se digo o que não devo,
A guerra explode e a louca se lança

Querendo bater, jogar tudo pro alto!
Mera decisão de hora, mero assalto
Emotivo. Depois ela aquieta e reflete.

Voltamos às boas, tudo fica normal,
Ela me quer ao fim desse vendaval
Deflagrado quando o ciúme a acomete.

Francisco Libânio,
25/02/13, 12:11 PM
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