sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

1461 - Soneto com peçonha

Qualé, foi só uma maçã. E a sua bomba atômica?

Acusam de todo mal a serpente,
De ter tentado a primeira mulher,
Do pecado e de outro qualquer
Erro que surja por aí de repente.

A serpente, coitada, injustamente
Ganhou essa fama e pra recorrer
Do castigo sabe como proceder
E essa defesa é muito eloquente:

Ela simplesmente toma e enumera
Os erros do homem em cada era,
Cada campo, ficção e mundo real

E o compêndio contra nós pesa
Tanto na alma quanto na mesa
Que ela sai perdoada do tribunal.

Francisco Libânio,
29/01/14, 12:44 PM
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